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domingo, 18 de abril de 2010

Pai Nosso


Pai Nosso que estais no céu, na Terra e em todos os mundos espirituais. Santificado e bendito seja sempre o Vosso Nome, mesmo quando a dor e a desilusão ferirem o nosso coração. Bendito sejais.

O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje Pai, dai-nos o pão que revigora as forças físicas, mas dai também o pão para o espírito.


Perdoai as nossas dívidas, mas nos ensinai antes a merecer o Vosso perdão, perdoando aqueles que tripudiam sobre as nossas dores, espezinham nossos corações e destroem nossas ilusões. Que possamos perdoá-los, não com os lábios e sim com o coração.

Afastai do nosso caminho todo sentimento contrário à caridade.
Que este Pai Nosso seja dadivoso para com todos aqueles que sofrem, como espíritos encarnados ou desencarnados.

Que uma partícula deste Pai Nosso vá até os cárceres, onde alguns sofrem merecidamente, mas outros pelo erro judiciário.Que vá até os hospícios, iluminando aqueles cérebros conturbados.

Que vá aos hospitais, onde muitos choram e sofrem sem o consolo da palavra amiga. Que aqueles que neste momento transpõem o pórtico da vida terrena para a espiritual, tenham um guia e Vosso perdão.

Que este Pai Nosso, vá até os lupanares e erga aquelas pobres infelizes, que ali foram tangidas pela fome, dando-lhes o apoio e a fé.


Que vá até o seio da Terra, onde o mineiro está exposto ao fogo do grisu. Que ele, findo o dia, possa voltar ao seio da sua família.

Tende piedade dos órfãos, viúvas e daqueles que até esta hora ainda não tiveram uma côdea de pão.

Tende compaixão dos navegadores dos mares, dos que lutam com os vendavais no meio do mar bravio.
Tende piedade da mulher que abre os olhos do ser à vida.

Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das Nações, para que evitem a guerra e cultivem a paz. Que a paz e a harmonia do bem fiquem entre nós e estejam com todos.

Assim seja.

Revista Ser Espírita
Mensagem psicografada pelo médium Maury Rodrigues da Cruz

domingo, 17 de janeiro de 2010

A Urgência do Bem


“Agora é o momento decisivo para fazer o bem. Amanhã, provavelmente... o amigo terá desaparecido, a dificuldade estará maior, a moléstia terá ficado mais grave”.
( Emmanuel, no livro “Fonte Viva”, item 119, psicografia de Francisco C. Xavier)

Era intensa a movimentação de pessoas na instituição que se prestava, semanalmente, a atender, dentro do possível, as necessidades materiais de quem vivia em privação.

Um grupo de voluntários ali se reunia para desenvolver atividades em favor daqueles que, momentaneamente, se viam em dificuldades até mesmo para o atendimento das necessidades básicas. Famílias numerosas, onde muitas crianças não tinham o que comer recebiam um pouco de alimento, para remediar a fome e ao mesmo tempo eram tratadas com muito carinho, fator que fazia manter suas esperanças em dias melhores.

O trabalho se aproximava da fase final, onde muitas cestas básicas já haviam sido entregues, quando adentrou ao local um adolescente, trazendo o olhar triste e o semblante abatido, dirigindo-se a um dos atendentes em atividade, procurando por socorro.

Informou que morava num casebre em situação precária, num dos bairros periféricos da cidade. Lá vivia com sua mãe, muito doente e com mais duas irmãs que sofriam de problemas mentais, precisando de constante auxílio, pois sozinhas não tinham a menor possibilidade de sobrevivência. Não possuíam nenhuma renda e ele também não tinha boa saúde. Isso, aliás, podia ser constatado pelo seu aspecto físico.

Necessitava de alimentos e a única maneira que contava para obtê-los era através da caridade alheia, isto porque por mais que procurasse um trabalho, pela sua condição física, pelos problemas da família, até aquele momento ainda não tivera êxito.

Mas estando no final das atividades daquele dia, não restava mais qualquer gênero alimentício na entidade assistencial. Tudo que foi possível arrecadar em campanhas pela cidade, junto a corações solidários, havia sido distribuído à multidão faminta.

Meu irmão, explicou o atendente, no momento nada mais temos para oferecer. Tudo foi entregue aos amigos que chegaram antes de você. A necessidade das pessoas foram maiores do que nosso estoque de alimentos. Por favor volte a próxima semana, então lhe atenderemos.

O rapazinho, num olhar melancólico e profundo, fixou demoradamente os olhos do atendente e quase que num lamento expressou:

- Amigo, mas nós não temos alimento é para hoje...

**
A fome não espera. A dor chega sem avisar. O sofrimento surpreende. E o homem de bem precisa aprender a improvisar o socorro, mesmo com muito sacrifício, pois fazendo uso da boa vontade sempre é possível solucionar muitos problemas. A lição foi inesquecível. Os voluntários fizeram um esforço extra, movimentaram a criatividade e o jovem levou alimento para a sua infortunada família. Precisamos fazer o bem com urgência, pois amanhã o faminto estará desnutrido, o doente pode ter piorado, a ferida aumentado de tamanho, o desequilíbrio alcançado estágio incontrolável, o ódio feito muitas vítimas... Estamos fazendo todo o bem possível hoje ou cruzando os braços, deixando-o para amanhã, sem pensar nas conseqüências da nossa omissão?


Texto extraído do site Portal das Mocidades Espíritas

Levanta-te e anda!




"Levanta-te e anda!"

Esta é a ordem imperativa que ecoa há dois milênios. Fora proferida pelo Cristo de Deus a um paralítico. Entretanto, continua atual, pois que, muitos de nós permanecemos paralisados na inércia. Portanto, levanta-te jovem! Estuda a Doutrina, manancial de esclarecimentos e consolações. Levanta-te! Não para promover a violência, mas para produzir a paz. Levanta-te! Não para semear a terra de vícios e ilusões, mas para construir a verdade. Levanta-te! Não contra o teu irmão, mas em favor da humanidade, representando o ideal do Cristo onde quer que fores.Levanta-te! Não para te perderes nas noites frias e ilusórias da vida, mas para consolar os que padecem no sofrimento! Levanta-te! Pois, enquanto te dedicas à ociosidade, olhos amargurados, perdem-se nas trevas, mãos mendigam pão, idosos apagam-se na solitude, órfãos ficam privados de momentos de acolhimento e carinho. Levanta-te! Para fazer brilhar tua própria luz, a fim de que teu ideal ilumine as almas perdidas no mundo. Faze da tua vida um canto de louvor a Deus. Santifica tua existência fazendo o bem no limite de tuas forças. Levanta-te! E sê um representante da caridade. Sobe os morros paupérrimos, desce as sarjetas da miséria, caminha entre os corredores hospitalares e ora pelos enfermos aliviando-lhes as dores. Diante disso, nunca mais serás o mesmo, tua alma será tocada, tua vida será renovada, pois que um sol de eterno fulgor haverá de queimar em teu peito. Um brilho novo apossar-se-á dos teus olhos e tua alma desejosa em servir glorificará o Criador com tuas boas obras. Contudo, ao levantar, prepara-te! Não penses obter privilégios pelo fato de representares o Cristo no planeta. Tens, como todos os que reencarnam na Terra em busca da evolução, necessidades de provas e expiações, entretanto, isto não te impedia de ajudar Jesus na implantação do reino dos céus no mundo. Conscientiza-te de que seguir o Cristo é marchar num caminho sem volta, é sacrificar-se pelo outro, é estar disposto para o testemunho. Todavia, se uma estrada de espinho te espera, não faltarão os louros da vitória. Se calúnias e perseguições te aguardam, vozes argentinas sustentar-te-ão na jornada. Se tempestades de dores e agonias ameaçarem o teu trabalho, tranqüiliza-te, lembrando que mãos intangíveis guiar-te-ão por prados tranqüilos. Se algum dia te sentires sozinho, se tua alma for ferida pelas incompreensões do mundo, aguça o ouvido e recorda Jesus: Levanta e anda! Todos precisamos conviver e da convivência virá a purificação. Não temas, segue adiante, sacrifica-te o quanto possível e lembra-te de que numa tarde de sexta-feira, segundo a tradição, o espírito mais perfeito que Deus enviou à Terra para nos servir de guia e modelo, deixou-se transpassar pelos cravos da iniqüidade, fazendo da própria cruz um símbolo de amor pela humanidade. Por isso, levanta-te, convive e purifica-te, em favor de ti mesmo e em favor de todos nós.



Bezerra de Menezes